segunda-feira, 28 de julho de 2008

Defesas oficiosas

Na semana passada tive oportunidade de ouvir os argumentos do Bastonário da Ordem dos Advogados António Marinho e Pinto relativamente à retirada dos advogados estagiários das defesas oficiosas.
Diz o bastonário que colocar um estagiário a defender sozinho um caso seria o mesmo que colocar um cirurgião estagiário numa cirurgia.
Se Marinho Pinto disser que a inexperiência dos advogados estagiários pode levar a desfechos que não sucederiam com advogados profissionais, compreendo. No entanto, penso que retirar os advogados estagiários das defesas oficiosas não os preparará melhor. Muito pelo contrário a sua formação será apenas um prolongamento da faculdade, muita teoria, muita teoria e pouca prática o que conduz à mesma inexperiência referida pelo bastonário.
Porque não optar-se pelo acompanhamento do advogado estagiário por um advogado profissional nessa mesma defesa?

Outro dos argumentos apresentados por Marinho e Pinto baseia-se no princípio da igualdade, sustentando que as pessoas mais carenciadas têm tanto direito a um advogado profissional como as que têm posses para os pagar. (Agora pergunto eu: Será que o Sr. Bastonário conhece os serviços pro bono exercidos por alguns advogados profissionais?).

Outra questão que se pode colocar aqui é a de, para a maioria dos advogados estagiários as defesas oficiosas serem a sua única forma de rendimento durante o estágio. O que acontecerá relativamente a este ponto? Será que vão ser criadas alternativas?

Sinceramente julgo que Marinho e Pinto está mais preocupado com o mediatismo que tanto critica mas que de tanto gosta do que em atentar nos interesses da Ordem da qual é Bastonário.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Há um caminho



Se a mudança é criada por aqueles cujas imaginações são maiores que as suas circunstâncias, permitam-nos, a nós que agarrámos o sonho, libertar -de ora avante - esta juventude da qual se espera que nasça o progresso prometido pelos Velhos.
Timbrados pela causa que damos voz, somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.
Desfilemos ante o por de vir.
Eu acredito.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Acordo ortográfico promulgado

Cavaco Silva promulgou o novo acordo ortográfico.
Aquele que nos vai pôr a falar brasileiro.

Quanto às consequências da sua aplicação...bem galera a gente tá aqui pára ver né cara?

Acessibilidade

Este fim-de-semana tive por Leiria e pude reparar que, em determinados edifícios públicos já existem rampas de acesso que permitem a entrada a pessoas em cadeiras de rodas.
Não pude deixar de pensar que se já existem localidades portuguesas que têm este tipo de acessos, porque não estendê-los ao resto do país? Todos nós estamos habituados a andar pelo nosso pé e a termos a nossa mobilidade. No entanto, temos que nos lembrar que existem pessoas que, por algum motivo, não têm esse tipo de mobilidade e, por esse motivo, não podem resolver os seus problemas mais básicos estando dependentes de outras pessoas para a resolução dos mesmos.
Investe-se em tudo e mais alguma coisa, contudo, quando chega a altura de investir neste tipo de acessos nunca há dinheiro para tal, depois aparecem estádios e projectos do género (de certeza com muito mais utilidade).
Um dos lemas do nosso Governo é a igualdade de oportunidades, quanto a isso não tenho nada contra, pelo contrário. Mas porque não estender a igualdade de oportunidades a todo o tipo de situações de desfavorecimento? Uma vez mais há que pensar globalmente!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Uma nova concepção de oposição

Manuela Ferreira Leite afirma que, para ela, oposição não significa apresentar alternativas.
Uma opinião a respeitar...

No entanto, qual é a sua concepção de oposição?

quarta-feira, 16 de julho de 2008

É o que dá

Vejam o resultado da originalidade do novo anúncio da água das Pedras aqui

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Então e a crise?

O novo "I phone", que custa a módica quantia de 500 euros, vendeu milhares de exemplares em Portugal. Mais do que isso, juntou milhares de pessoas em filas até altas horas da madrugada.

E agora pergunto eu:

Então e a crise????

Quase que me apetece comparar este lançamento ao Europeu, todos estão em crise mas por momentos esquecem-na!

A Dúvida Paira no Ar

A mãe chegou a casa e ouço-a, de lá de baixo a dizer em voz alta, de forma a que também eu do meu quarto conseguisse ouvir:

- A Rita teve 4 no exame de Matemática!

Eu sei que a minha irmã acabou o 9º ano no Quadro de Honra, mas não lhe esperava esta nota:
também eu fui aluna de Quadro de Honra, sempre tive notas mais estaveis que ela e método de estudo mais eficiente e consolidado e, no 9º ano tive 75% na Prova Global de Matemática.

Então exclamo, em tom de resposta:

- Uáu!

O Pedro sai da casa de banho, fecha a luz e lembra, em tom de graçola:

- Eles bem disseram que tinha sido fácil!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Ai Nelinha, Nelinha...

Na semana passada, na entrevista dada à TVI Manuela Ferreira Leite afirmou que discriminava os casamentos entre homossexuais apontando como fundamento o facto de um dos fins do casamento "ser a procriação".
Que a líder do PSD seja contra o casamento entre homossexuais, até percebo.
Que afirme que os está a discriminar, até percebo (embora com alguma dificuldade).
Agora que a dita senhora venha dizer que um dos fins do casamento é a procriação é que não admito de forma nenhuma.
Seguindo o raciocínio de Manuela Ferreira Leite, então os casais que sofrem problemas de infertilidade também não se podem casar uma vez que "um dos fins do casamento é a procriação".
As pessoas que têm DST's também não poderão casar uma vez que "um dos fins do casamento é a procriação".

Sinceramente não vejo qual o problema do casamento entre homossexuais, pelo menos pelo Registo Civil, mas respeito as opiniões em contrário. Agora parece-me que com argumentos e medidas destas Manuela Ferreira Leite está muito longe do que se esperava.

sábado, 28 de junho de 2008

O país está doido

Um clássico, entrevista a Pedro Santana Lopes.

http://www.youtube.com/watch?v=3SFwLNA8Ceo

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Ele há coisas!

As propinas em Portugal são das mais baixas de todos os países da OCDE. Devem ser aumentadas de acordo com o valor do rendimento familiar e aproximar-se do custo real do ensino que cada aluno recebe. Ao pagar propinas mais altas, os universitários serão mais exigentes quanto à qualidade do ensino. E estarão a fazer um bom investimento, já que o tempo médio em que um diplomado está no desemprego (oito meses) é quase metade do de um não licenciado (15 meses).

As universidades públicas estavam habituadas a viver num mundo irreal em que não se preocupavam com a qualidade dos cursos nem com as receitas, limitavam-se a gastar o dinheiro fácil vindo dos bolsos dos contribuintes. Esse tempo acabou. Para pôr as contas em ordem, as universidades têm de aumentar as propinas e empresarializar-se, tornando-se úteis no mercado, para angariar as verbas de que carecem para viver.

Diário de Notícias

Ao ler esta parte do editorial do DN, fiquei perplexa.
As palavras deste jornalista apenas demonstram um desconhecimento da realidade no ensino superior. Uma vez mais partese do velho preconceito que apenas as classes altas têm acesso ao ensino superior. Pura "irrealidade". Todos os dias tenho conhecimento de pessoas que passam os maiores sacrifícios para conseguir pagar os seus cursos. As bolsas de estudo muitas vezes não chegam para suportar todo o custo de um estudante deslocado que, tal como todos nós, tem direito a ter objectivos de vida.
Realmente os estudantes serão mais exigentes quanto aos seus direitos mas, sinceramente, este é um argumento uma vez mais "irreal". Os estudantes (pelo menos uma parte) preocupam-se com os seus direitos independentemente das propinas serem ou não elevadas.
Relativamente aos rendimentos familiares, parece-me uma forma de análise completamente "irreal". Não será mais adequado ter-se em conta o "custo médio por aluno" na altura do estabelecimento das propinas? Adoptando este método apenas se iria abrir mais espaço para "falcatruas". Senão veja-se um exemplo: Todos nós sabemos que na altura das bolsas de estudo, muitas pessoas declaram os seus rendimentos muito abaixo daquilo que realmente recebem. Quem nos pode garantir que o mesmo não acontecerá com este método "irreal" de fixação do valor das propinas.
O senhor jornalista fala no ensino superior público. Aconselho-o vivamente a consultar a CRP, que estabelece no seu artigo 74º/1 "Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar". Poderá o senhor jornalista explicar-me como se garantirá esta igualdade de oportunidades? Neste ponto não falo apenas no método que sugeriu para a fixação do valor das propinas mas também na "empresarialização" das universidades que sugere. O que acontecerá com esta medida será a privatização do ensino superior com o aumento descabido das propinas. Realmente os estudantes lutarão mais pelos seus direitos. E agora pergunto eu: e a "igualdade de oportunidades" e a "liberdade de acesso"? Não serão estes os verdadeiros direitos a ter em conta?

Duvido que a solução não passará por estes métodos.
Poderá passar pela implementação de maiores esforços na atribuição de bolsas de estudo a quem realmente precisa e por um maior apoio social aos estudantes carenciados que vejam só, muitas vezes vêm os seus sonhos pelo caminho devido aos elevados custos do ensino superior em Portugal.

domingo, 22 de junho de 2008

Será o PSD capaz?

Em primeiro lugar uma saudação especial a todos e em particular ao João Correia pelo convite que me dirigiu para aqui poder partilhar as minhas ideias e opiniões e assim contribuir para a eterna insatisfação das gerações jovens (as gerações de luta) que faz mover e caminhar o mundo para novos horizontes.

Confesso que tive alguma dificuldade em escolher qual o tema que iria aqui abordar. Primeiro pensei em falar sobre o descrédito da política (tema na "berra" para o Presidente Cavaco), mas para isso tinha que lhe apontar que talvez o descrédito começa quando um Presidente, que por o ser, utiliza os seus batedores e carros de segurança em alto estilo pelas ruas de Lisboa, sem que haja qualquer anormalidade no trânsito. Por vezes, alguns políticos esquecem-se que também são gente como os outros e é por esse e vários outros motivos que a separação entre cidadãos e políticos e o descrédito da política aos olhos dos cidadãos é aquele que as taxas de abstenção reflectem. Mas, ao fim de perder tempo a pensar sobre o tema, percebi que não podia omitir uma referência a mais um Congresso do PSD. Julgo que nos últimos tempos tem havido mais Congressos do PSD que feiras aqui no município, logo, é um assunto que não podia deixar de ser abordado.

Uma das interrogações que fica no ar, todos o perceberão, é se o PSD, enquanto principal partido da oposição será capaz de colocar de lado as lutas suícidas que o envolvem desde Durão Barroso e tomar um rumo onde o interesse nacional se encontre em primeiro plano. Pelo que se viu do passado esta é uma questão cuja resposta não é fácil, isto porque, muito basicamente tudo pode suceder. Resumindo, o PSD é uma caixinha de surpresas.

Outra questão, que muito tem sido apregoada (perdoem-me os militantes do PSD e/ou da JSD que neste blog comigo escrevem) é a suposta capa ou fato de competência que querem vestir a Manuela Ferreira Leite. Não consigo com objectividade olhar para a nova líder do PSD e daí retirar essa capa avaliando aquele que foi o seu passado. Enquanto Ministra das Finanças, iniciou uma política de sacrifícios para o país e deles não se obteve qualquer resultado prático. Não se pode deixar de olhar para a sua acção como aquela que retrata um certo ditado: venderam-se os anéis e ficaram os dedos. Basicamente foi esse o seu plano para combate do défice. Usou receitas extraordinárias, venda ao desbarato de património do Estado, subiu o IVA e no final, quer queiramos, quer não, as contas do défice mantiveram-se no vermelho, tendo em conta para comparação igual período de tempo que Sócrates precisou para arrumar o défice. Será justo vestir-lhe um fato desses? Se sim, que fato haverá para Teixeira dos Santos e José Sócrates? Concerteza que terá que ser um fato muito maior.

Dos facilitismos

A polémica em redor do exame de Matemática veio uma vez mais demonstrar o espírito facilitista que reina em Portugal e, essencialmente, na educação. Senão vejamos:

- Os meninos não podem chumbar na primária porque constitui uma grande vergonha e podem ficar traumatizados.

- Os meninos não podem levar muitos trabalhos de casa no ciclo porque os sobrecarrega e podem ficar traumatizados.

- Os professores não podem ser muito rígidos com os alunos porque, para além dos meninos poderem ficar traumatizados, os primeiros ainda se sujeitam a uma queixa dos encarregados de educação.

Assim vamos longe.

Pensemos agora nos casos dos alunos que seguem o secundário (ainda com alguns facilitismos pois, em determinadas escolas, o ensino secundário é apenas uma prolongação do ciclo) e depois chegam ao Ensino Superior, onde os professores não se preocupam com o possível trauma dos estudantes.
Então e o que acontece?
Desistências, queixas dos professores que não acompanham os alunos, não os ajudam nos trabalhos, lhes dão trabalhos muito complicados...

Não quero com isto defender os professores. Todos nós nos deparamos com injustiças praticadas por estes mas que vão um pouco para além de não termos ninguém que nos leve ao colo.

A educação e a capacidade de trabalho começam a ensinar-se ainda antes de se entrar para a escola. Cabe aos pais e professores mostrarem o caminho que os alunos podem seguir mas sem lhes "fazer a papinha". Não lhes faz mal nenhum aprenderem a desenrascarem-se por eles próprios, a lutar por aquilo que desejam, a serem pessoas.


Fazendo agora a transição do ensino para o mercado de trabalho, reparamos que a situação não se modifica muito. Sempre que ao português é pedido algum sacrifício aquele reclama, critica e quando lhes pedimos alternativas fica-se com a resposta: "Não sou eu que estou lá, pois não?".

Pois não, a crítica e o "treino de bancada" é tão mais fácil que a luta do quotidiano!!!

sábado, 21 de junho de 2008

No Comment

Lisboa, 20 Jun (Lusa) - O plano global para a zona ribeirinha de Lisboa que a câmara vai apresentar sábado à imprensa prevê uma nova praia, com ondas artificiais, na Doca do Poço do Bispo, que a autarquia quer ver integrado no domínio público municipal.
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-06-20 17:40:01

As universidades podem passar por “dificuldades nos pagamentos de salários” ainda durante este ano, alerta o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP). Fernando Seabra Santos considera “assustador” a quebra no investimento público no Ensino Superior.
RTP2008-06-21 16:15:29

Como será a liderança?

"O primeiro-ministro “governou exclusivamente de acordo com a sua agenda política e eleitoral” e “não reconheceu a validade das propostas” que lhe foram apresentadas. “Por birra, desperdiçou trabalho e prejudicou os portugueses”, denunciou a líder social-democrata, garantindo que esta atitude tem os dias contados." Público.pt
Estará Manuela Ferreira Leite a iniciar um estilo de liderança? Se sim, não é um estilo diferente dos habituais nos políticos de taberna...

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Matemática

Ora já que de matemática se fala, vamos la exercitar este monstro que atormenta todo o país:(Perdoe-me senhor Abel)

Ainda numa etapa bastante prematura da minha ainda em crescimento formação académica, foi-me transmitido o dom da soma.

Para quem não sabe, 2+1=3 porque 2=1+1, então 3=1+1+1=2+1.

Depois temos também o método manual (levado à letra), em que se tivermos 3dedos e levantarmos mais 2, temos algo mais do que uma mão aberta, temos 5dedos levantados.

Não querendo mais gozar com o facto das nossas crianças estarem a ser privadas da bela matemática, mostro-vos que este problema já chegou também ao nosso blog.


Ainda me lembro de quando 2+1+1 eram 4..
Será a censura? Será uma obra de um dos mais assíduos publicadores que eu desconheça?

Estaremos assim tão mal?

Ora não foi o meu espanto quando hoje recebi um mail de um primo meu que mora na Suiça, um mail que já anda a gerar muitos risos pelo povo emigrante de Portugal que por lá habita.

Vejam la: http://www.esnips.com/nsdoc/11e17d67-3281-4a0d-83b0-2a467d74a2b7/?action=forceDL

"TRABALHARAM, evuluiram e continuam trabalhando"
"Acho que os caras varreram tudo antes de tirar essas fotos"
"mendigos no chafariz? não tem não"
"nem que fosse uma guimbinha de ciraggo, mas nem isso a gente vê"
(Só um aparte, não foi o túnel do terreiro do paço que foi inundado na primeira semana de abertura, porque tamanhas quantidades de lixo (LIXO MESMO LIXO BEM GRANDE, EU PASSEI LÁ E LEVEI COM UM JORNAL NA CARA) entupiram o sistema de escoamento de água?)
"nem um lixinho no mar"
"nem uma folha de arvore no chao"
e finalmente:
"Povo educado é outra coisa"

Epa.. Será mesmo esta imagem que os outros países têm de nós?
Ou será apenas a imagem que um país sub-desenvolvido tem sobre nós?
Será o Parque das Nações, investimento considerado excessivo por muita gente, vanglorizado assim tanto pelos estrangeiros?

E aí? Quero ver seu comment aqui sim? beleza!

Assim não vamos lá...

A Associação de Professores de Matemática e a Sociedade Portuguesa de Matemática criticaram hoje o exame de Matemática do 9º ano. Pelos vistos foi o mais fácil de sempre, desde que a prova existe, pois alunos de 2º ciclo eram capazes de a fazer...
Eu não gosto muito de facilitismos e muito menos de tentativas vãs de liberar meninos que têm de passar de ano. A verdade é que a capacidade de reagir à frustração, de lidar com os problemas apresentados no exame, de estabelecer um raciocínio que lhes permita enfrentar o ensino secundário e universitário. Pedem-se exames equilibrados, que responsabilizem alunos e professores. Eu também não concordo com chumbos precoces, mas não nos podemos esquecer que o 9ºano significa fim do ensino obrigatório!

E Portugal perdeu

E Portugal perdeu 2-3 com a Alemanha. Deco foi um super-jogador. Más marcações da equipa portuguesa... A Selecção Alemã era claramente acessível.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Hoje...

Portugal-Alemanha às 19:45.

Todos os portugueses unidos, de cachecol e bandeiras de Portugal, a cantar o Hino com a mão no coração, com o seu patriotismo ao mais alto rubro.

Após o jogo...

Voltamos a ser o pior país da Europa, volta a crise, as críticas os treinadores de bancada...

E isto se Portugal ganhar porque, senão, a crise também atingirá o futebol e então seremos os piores em tudo.

E assim se vive!!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Crise

É a crise, ó burro!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Um pouco de humor

Um pouco de humor para nos/me animar!


Olha que surpreso eu estou..... a inflação aumentou....

Segundo o INE, a inflação aumentou três décimas em Maio para os 2.8%, e concluiu que esta subida se deveu aos produtos alimentares e energéticos. Estou TÃO surpreso....

O presidente do Brasil, sempre insuspeito senhor Lula da Silva, defende com unhas e dentes a produção e o uso de biocombustíveis, secundado pelo inteligentíssimo George W. Bush. E para fazerem isso, lá têm usar a cana-de-açúcar. Diz o nosso Ministro da Agricultura que Portugal não precisa de ser autosuficiente em cereias. E entretanto, a inflação aumenta devido aos produtos alimentares e energéticos, assim parece....

Bem, enquanto tivermos governantes mundiais e nacionais que vêm o futuro a cinco metros e não a longo prazo, não admira que a inflação suba devido a esses dois factores. É verdade que o nosso país não tem controlo sobre o preço mundial das matérias-primas mas existe uma coisa chamada "diplomacia" que parece que é algo que até somos bons. Diplomacia para convencer líderes cegos que o uso de biocombustíveis é um crime contra a humanidade e uma boa carta de demissão para ministros que dizem asneiras grossas.

Pode ser que um dia tenha paciência para me alongar sobre questões económicas mais profundas... Até porque parece que desde os anos 80 as desigualdades sociais pioraram no nosso país. Muito bem, dado interessante. Mas ninguém parece querer mexer naquela coisa que se qualifica de "essencial", o sistema de impostos...

"Quem não conhece o inimigo nem se conhece a si mesmo será derrotado em todas as batalhas"

O Irão, através do seu respeitadíssimo presidente, de seu nome inpronunciável Mahmoud Ahmadinejad, mandou retirar quase 50 mil milhões de euros em activos dos bancos europeus para bancos asiáticos, ou transformando em ouro ou acções. Assim reza um diário iraniano considerado moderado....

Segundo parece, esta decisão deveu-se ao receio de novas sanções devido ao programa nuclear. Aquela coisa que eles tentam fazer às escondidas, tipo jogo do gato e do rato.... "Quem não conhece o inimigo nem se conhece a si mesmo será derrotado em todas as batalhas".... Os iranianos, por outras palavras, os persas não são burros, mas os europeus conseguem sê-lo. Não abrem os olhos..... Espero pelos episódios dos próximos capítulos....

Em Roma sê Romano

Nos tempos idos da Roma Imperial, navegando por Nero e Calígula, era lugar comum organizarem-se semanas de jogos no Coliseu de Roma para divertir o povo. dizia-se à boca cheia que "o povo quer pão e circo". Já os Romanos eram inteligentes ao perceber como é fácil manipular as massas....

Vem esta introdução fazer uma achega à pouca vergonha que se vê todos os dias, imprimida, repetida e execrável que enche os telejornais. O que raio me interessa se os jogadores da selecção vão à casa de banho às horas X ou se dão um abraço às horas Y? Qual é o interesse ver as conferências de imprensa às 20h e observar dois ou três focinhos que só sabem dar pontapés na bola e pontapés na gramática? É degradante ver o telejornal das 20h do canal público ser interrompido a meio para ver uma conferência de imprensa da selecção(ao menos eram dois jogadores do meu benfas...). Ao menos vimos que o Scolari sabe um inglês básico, ao menos não o aprendeu numa universidade privada. Agora que vejo, aquelas respostas monossilábicas foram geniais ou simplesmente estúpidas? Continuo com essa dúvida....

Em Roma sê Romano, meu caro. O problema em ser Romano é que ficas toldado e anestesiado da vida real, do país que caminha alegremente com um sorriso na cara e a agitar bandeiras nacionais com pagodes em vez de castelos em direcção a uma desgraça qualquer que nunca se sabe qual é.... Enfim.... é a choldra torpe que temos....

domingo, 15 de junho de 2008

A EDP e a ERSE não têm vergonha

"Em 2009, a EDP vai partilhar os custos com consumidores"

Há pensamentos e ideias que ninguém pode compreender e, muito menos, quando são feitas sobre proposta da ERSE! A partir de agora, os consumidores de energia vão passar a pagar as dívidas que a EDP não conseguiu cobrar, seja por inércia (todos sabemos as anedotas ligadas à EDP...) seja porque a situação de algumas famílias portuguesas é mesmo grave. Assim, segundo o DN, o acréscimo seria de €1,13. Isto tem algum sentido no mercado português?A EDP quer jogar no mercado capitalista com políticas comunistas de financiamento? A sede de lucro é assim tanta? Houvesse vergonha e nada disto aconteceria...

Reflexões

Dá que pensar....


"Entre o governo que faz mal e o povo que o consente, há uma certa cumplicidade vergonhosa" - Vitor Hugo




É hora!!!

Uma Europa pouco Socrática

“Não sou nem Ateniense nem Grego, mas sim um cidadão do mundo.”
E aos Europeus faz tanta confusão serem cidadãos da Europa…
Os Europeus deveriam pensar seriamente qual é o caminho que pretendem seguir. A Europa não serve só para esbanjar subsídios e todos os países devem ter consciência que esta Europa também precisa de alguns sacrifícios.
A verdade é que a Europa, no ponto em que está agora já não pode recuar e estagnar nesta fase de integração, é totalmente oblíquo e insustentável.
Não percebo qual é o receio em ter uma Europa mais unida, mais Federal. Nenhum país perderá a sua independência nem a sua identidade, até porque a própria Europa impõe a multiculturalidade europeia.
Todos os povos europeus se devem orgulhar pela forte cultura que têm enraizada na sua sociedade e, sendo ela forte, não sei em que é que a Europa fará de um português menos português ou de um irlandês menos irlandês, pelo contrário, encutir-lhes-á um espírito de comunidade, um espírito de povo, um espírito de humanidade, que todos falam mas ninguém procura sequer praticar.
Todos os grandes homens que ficaram para a história antes da Europa ser o que é hoje sonharam com uma Europa unida, forte um velho-novo continente.
Percebo-os… Foram eles que viram as relações entre povos europeus inflamarem rapidamente, foram eles que viram a Europa destruída com a II Guerra Mundial, foram eles que baixaram as calças para os E.U.A.
Infelizmente a memória é curta e para os Europeus a União desune em vez de fazer a força.

sábado, 14 de junho de 2008

Exercício Mental

A paciência tem limites! E a minha está pendurada por um pequeno e frágil fio; Eu, que até sou um apaixonado pela arte do desporto e que me delicio muitas vezes ao observar os mestres do futebol, estou farto! E porquê? É bastante simples, na verdade. Desde que começou o magnificente(será?) Europeu de futebol que nós somos bombardeados com as mais insignificantes informações sobre a nossa magnifica (será?) selecção. Mas isto até se perdoa, é facil de aguentar. Ter emissões diárias e exaustivas de treinos, apoios, panóplias de (des)acontecimentos, etc; até se desculpa; Agora as conferências de imprensa onde são os jogadores de futebol (que por vezes não têm outra qualidade se não o jeito para dar uns toques na bola) que surgem elevados à condição de oradores: ver; saber;sentir que uma grande parte da nossa população bebe cada palavra, cada verbo mal empregue, cada frase idiota, cada sorriso, tudo... isso eu já não consigo aguentar. Vou-vos propor um pequeno exercício mental: fechem os olhos e imaginem por alguns instantes um jogo de futebol de dois para dois entre os seguintes pares: Cavaco Silva\Santana Lopes e Mário Soares\José Sócrates. Agora abram os olhos e digam-me por favor se não seria um cenário deprimente? E digam-me que as conferências de imprensa com oradores de alto gabarito como Bosingwa e Bruno Alves expõem as suas tão bem empregues ideias(?) não constitui um espectáculo semelhante? Por favor, já dizia o David Ricardo;já dizia o provérbio popular:cada macaco no seu galho!

Roberto Mendes